sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

A Gestão POR Processos (BPM) pode ser utilizada na Cadeia de Suprimentos?

Não é novidade nos tempos atuais que as companhias e organizações tenham a necessidade de satisfação plena de seus clientes, excelência em realizar suas operações e/ou serviços, realizar as entregas no tempo programado e na quantidade correta, reduzir ao máximo seus níveis de estoque, atingir alto padrão de competitividade para com seus concorrentes e tudo isso com baixo custo e consequente preço acessível para o mercado.A Logística entra neste contexto com um potencial fator para a redução de custos operacionais na formação do preço de venda. Ou seja, uma excelente negociação de frete, otimização dos níveis de estoque bem como o constante controle de níveis de estoque mínimo para os produtos /matérias primas implicará no aumento do volume de vendas e no ganho de market-share após uma segmentação de mercado previamente definida. Tais ações minimizam o tradicional conflito entre as áreas de Produção, Marketing e Comercial, isto é, alem de dados corretos, estas áreas necessitam que as informações sejam disponibilizadas no tempo hábil para a tomada de decisão. Imagine só uma empresa com um plano estratégico de Marketing montado, uma área comercial vendendo a todo vapor e a área de Produção sem informações adequadas deforecast, quantidades e prazos (Que caos!!!).Neste cenário, a Gestão por Processos atua como um imprescindível componente para a tomada de decisão, identificando e mapeando os processos atuais de todas as áreas da empresa, oportunizando melhorias a partir dos processos mapeados, redesenhando os fluxos dos processos com as melhorias inclusas e propondo planos de ação pertinentes às oportunidades de melhorias apontadas. E uma das principais ferramentas para acompanhamento dos desempenhos dos processos são os indicadores de desempenho, criados para medir a eficiência e eficácia da performance dos processos, onde a definição de suas métricas tem como base o Planejamento Estratégico da companhia ou possíveis gargalos identificados na modelagem do processo.Após a definição e análise do processo ponta a ponta, conceito este que permeia o processo como um todo, ou seja, verificando sua entrada, processamento e saída (sejam elas foram ou dentro de diversas áreas), a Cadeia de Suprimento ou Supply Chain Management,juntamente com a gestão de processos, irá nortear as organizações apontando seus principais gargalos e processos críticos para definição de targets agressivos e controle total dos processos. Soma-se a este cenário a possibilidade de alteração de qualquer segmento para melhorar a eficiência, gerando resultados não somente às organizações mas também a todos adeptos a essa nova onde de gestão organizacional. 
Mais artigos clique aqui


AUTOR



Júlio Cesar Betini Datílio
Consultor

julio@gaussconsulting.com.br

Gauss Consulting Group
(11) 4220-4950 - Ramal 25
(11) 9438-5053
linkedin.com/in/jdatilio
twitter.com/jdatilio
www.gaussconsulting.com.br

Esforço do Cliente x Fidelidade

No mercado competitivo de hoje,muitos gestores estão focados na idéia de encantar o seu cliente para assegurarsua fidelidade.  Uma pergunta que nãopodemos deixar de lado: Quantas vezes você como consumidor não comprou mais deuma empresa por conta do atendimento? Ou melhor, quantas vezes você escutoualguém prestigiar uma empresa por receber um atendimento exemplar?Provavelmente não muito.
O foco deste artigo é entender umpouco melhor o esforço que os clientes dedicam para resolver um determinadoproblema. Hoje, as empresas estão mais preocupadas em encantar seus clientes eestão esquecendo-se de medir o esforço dedicado por seus clientes, o que julgoser muito importante.
As empresas atualmente utilizam aPesquisa de Satisfação de Clientes para avaliar a experiência de seus clientes,e é comum um gestor supor que quanto mais satisfeito seu cliente mais fiel eleserá. Uma matéria recente da Revista Harvard Business Review –Agosto de 2010 – demonstra em sua pesquisa pouca relação entre satisfação efidelidade, sendo que 20% dos clientes “satisfeitos” informaram que pretendiamabandonar empresas em questão, enquanto que 28% dos “insatisfeitos” pretendiamcontinuar com ela.
Entendendo esta relação deSatisfação x Fidelidade, um indicador relativamente novo está tomando forçasentre as empresas, estamos falando do Índice de Esforço do Cliente (IEC).
O IEC tem o objetivo de mensuraro esforço que o cliente precisa pra resolver qualquer tipo de problema comrelação ao serviço ou produto. Para calcular este indicador, foi desenvolvidauma métrica muito simples; basta fazer a seguinte pergunta: Quanto esforço vocêteve de fazer, pessoalmente, para resolver o problema? Em uma escala de 1 a 5,onde 1 significa baixo esforço e 5 significa alto esforço.
Ainda em matéria da Revista Harvard Business Review – Agosto de 2010,em pesquisa realizada com clientes 75 mil clientes de diversas empresas ediversos segmentos, dos clientes que manifestaram ter feito baixo esforço, 94%tem a intenção de voltar a comprar da empresa e 88% disseram que aumentariam osgastos. Apenas 1% disse que falaria mal da empresa. Por outro lado, 81% dosclientes que tiveram dificuldade para resolver um problema manifestaram aintenção de falar mal da empresa.
A gráfico abaixo representa aestatística descrita acima, nele podemos observar a importância do Índice de Esforço do Cliente (IEC)

Bom, agora que sabemos o poder deste indicador, temos quecolocá-lo em prática. Para isto, o primeiro passo é implementar a pergunta doIEC com sua respectiva escala na própria pesquisa de satisfação ao clienteexistente em sua empresa.
Com o índice em mãos, comopodemos diminuir o esforço do cliente? Precisamos entender o motivo do esforçodo cliente para depois criar mecanismos para reduzi-los internamente. Parafacilitar o entendimento, tenho um exemplo que vivenciamos em nosso dia a diacomo consumidor, para empresas que disponibilizam de um canal de interação comos clientes (SAC). É comum termos que falar com diversas pessoas para conseguiruma determinada resposta, ou seja, nos esforçamos em algum grau para conseguira informação. Seria diferente se o pessoal de atendimento finalizasse estechamado no primeiro contato.
Não quero dizer neste artigo queo encantamento do cliente não seja importante, pelo contrário, o encantamentodo cliente tem o seu valor, só que para conseguir de fato uma maior fidelização,antes de encantá-lo, é necessário satisfazer suas necessidades. Esta é aproposta do IEC, dar ao Gestor informações concretas para tomar suas decisõesquando o assunto for fidelização de seus clientes.


AUTOR
MárioSérgio Lavorenti
mario@gaussconsulting.com.brConsultor em Gestão Empresarial
Gauss ConsultingGroup
            (11) 4220-4950       - Ramal 25            (11) 94995601      linkedin.com/in/mlavorenti